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Two Souls - Eddie Calz |
Movimento
rápido dos olhos. Sonhar.
Coisas
acontecendo lá dentro de sua mente. Você mexe com as mais genuínas
manifestações de magia.
Quando
um bebê sonha, sorri. A gente fica imaginando o que de tão especial alguém com
dias de vida tem para sonhar e se encantar tanto. Ele vê coisas de um mundo além
do nosso. De onde ele veio, pouco tempo antes, quando conversava com anjos. Diante
de anjos, quem não sorri?
Muitos
especulam a respeito do significado dos sonhos. Mas para mim o sonho é só isso.
Pura e simples magia. Os sonhos são absurdos, caóticos e reais.
Amo
cada sonho que tenho. Mesmo os ruins. Alguns se repetem tanto que se tornaram de
estimação para mim. Tem aquele em que sou perseguido pelo terrível Radu. Também
aquele em que ando por um caminho deserto e o céu é laranja. Em certo ponto sou
acompanhado por um pássaro que me convida a voar com ele e em pleno voo percebo
ter estado sobre o corpo de um homem gigantesco que flutua no infinito. E
aquele em que chego numa casinha linda com um jardim. Vejo um vira-lata saindo
de lá de dentro e é Duque, meu cachorro, morto há muito tempo. Então minha vó
sai de lá. Ela também está viva e bem. E me diz que se eu quiser posso morar lá
com ela pra sempre. Esse eu quase não tenho mais.
Mas
o que eu mais gosto é quando acordo no meio de um sonho incrível e ele fica
impregnado em mim como uma fragrância. Naquele dia e nos seguintes vou
carregando comigo pensamentos e sensações impossíveis de compartilhar, coisas
minhas que vibram com uma aura cínica.
Quando
isso acontece, os dias mudam de nome. Ganham o nome daquilo ou daqueles com quem
sonhei. E esse jogo de xadrez que todo mundo chama de vida às vezes faz
movimentos tão parecidos com os que acontecem lá que às vezes me pergunto se o
sono é a única coisa que separa um mundo do outro.
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