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Art by Andrew Lyman |
Olhar
ao redor e se perguntar o que é sublime. Onde ele está e com o que se parece. Quantos
de nós o procuramos? Quantos de nós o enxergam? Apaixonamo-nos por aqueles que
dizem já tê-lo alcançado. Mas quem o fez apenas conta a história de como ele
lhes fugiu das mãos.
O
sublime engana. É um espectro de cores cujos olhos são incapazes de captar
sozinhos. Há algo com sentimento que muitos deixam para trás. Ou fingem não se
importar.
É um
jeito de dizer o que se sente. Uma forma excêntrica do sol brilhar sobre as
cabeças. A ordem dos romances e dos poemas marcando com beleza singular os
melhores momentos da vida. É um grito que reverbera contra as paredes do
cansaço.
Nós
queremos acontecer sublimes nas vidas das pessoas. Isso é vaidade, sim, mas a
mais inocente. E eu sei que não procuramos as mesmas coisas para crescermos na
graça de uma existência sagrada. Mas o valor de cada gesto, desde o beijo até a
mordida, é o mesmo para todos.
Pois
eu rogo pelo que vem do alto. Suplico para que você e eu cheguemos às nuvens.
Que escrevamos as mais belas cartas. Que digamos coisas cada vez mais
brilhantes. Que possamos descobrir nossa arte e viver dela, ou com ela, quem
sabe apenas por ela. Cresça e cultive sua essência. E quando eu tiver fome do
belo, buscarei as suas mãos e seu olhar. Porque ninguém faz o que você faz. E
ninguém vê as coisas como você.
Sele
este pacto comigo e iremos viver eternamente.
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